Nova plataforma digital de procura de empregos para refugiados

A procura e oferta de emprego para refugiados em Portugal pode ser feita, a partir desta sexta-feira, na Internet, através da plataforma RefuJobs que conta já com mais de 150 vagas à espera de candidatos.

 

Segundo a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, a plataforma, que foi ontem apresentada, pretende ajudar a “integrar os refugiados” que são acolhidos em Portugal no mercado de trabalho, disponibilizando igualmente informações sobre capacitação e cursos de empreendedorismo que permitam “eventualmente ajudar a desenvolver o seu próprio trabalho”.

A plataforma, gerida pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM), permite cruzar ofertas de trabalho e competências profissionais, com dois registos distintos: um perfil para entidades empregadoras, outro perfil para os candidatos.

A secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, adiantou que os registos serão validados pela ACM para evitar utilizações indevidas da plataforma.

A Refujobs envolve vários parceiros, incluindo empresas e entidades formadoras como escolas de hotelaria e Turismo.

Vivem actualmente em Portugal cerca de 1.500 refugiados sírios, dos quais 49% estão a trabalhar e, destes, 29 estudam na universidade, adiantou o Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado. Ainda este ano, são esperados mais 1.010 refugiados.

Khouloud Kalthoum é o rosto de um destes números. A engenheira síria chegou a Portugal há três anos e meio, frequentou o Instituto Superior de Engenharia do Porto, instalou-se em Braga e trabalha actualmente na EDP, além de ser uma “empreendedora social”.



Com o seu projecto Speak.Social, um programa de intercâmbio de línguas e culturas, pretende ajudar outros “imigrantes a sentirem-se bem integrados”, promovendo também o conhecimento de outras culturas junto dos portugueses, disse à Lusa.

“Esta iniciativa [RefuJobs] vai ser positiva para as famílias sírias que estão em Portugal, a grande preocupação é a integração no mercado de trabalho”, salientou Khouloud Kalthoum, acrescentando que, tal como muitos portugueses, também sentiu dificuldades em encontrar emprego.

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